sábado, 19 de março de 2011

As ervas daninhas do "jardim à beira-mar plantado".

Tenho visto, lido e ouvido muita coisa acerca da nossa geração e do que o futuro nos reserva.
Posso-vos confessar que a quase totalidade dessas diatribes me deixou num estado de profundo desânimo quanto à crença que tenho na nossa capacidade de alterarmos o curso do devir.

Tentarei ser o mais objectivo possível quanto aos motivos que estão na base desta minha opinião.


Vivemos um período de desorientação aos mais diversos níveis: uma economia que não acelera no sentido da recuperação (questiono-me se, mesmo após uma breve euforia conducente à, e resultado da, adesão à Comunidade Europeia em 86, algum dia terá arrancado); um Governo que tenta manter o guarda-chuva das medidas de austeridade intacto, tentando resistir ao vendaval da ajuda externa; uma Oposição que aperta a mão à estabilidade governativa e que, com a outra, segura firmemente, músculos prontos a libertar toda a sua tensão num golpe preciso e enraivecido, a faca de dois gumes das eleições antecipadas...enfim, toda uma panóplia de cenários que deixariam Goya com os olhos a brilhar de satisfação, tantas as fontes de inspiração para novas obras-primas.

No meio disto tudo o que nos resta? O que resta a uma geração condenada a suportar um período (que se afigura longo) de sacrifício e a pagar pelos erros que não cometeram, por más decisões tomadas por sucessivos governos, de esquerda, direita, centro-direita, centro-centro, centro-esquerda, e de todas as combinações possíveis destas três palavras. Porque é de isso que se trata: Palavras apenas. Longe vão os tempos em que estas palavras tinham uma conotação séria e familiar com formas de fazer política e de levar a cargo a árdua tarefa de governar os destinos de uma nação.

O que resta a uma geração descendente de empresários que julgavam que os fundos europeus destinados à modernização do tecido industrial nacional e à qualificação do capital humano eram um embrião do que agora é o Euromilhões e os esbanjaram, ostentosamente, em belos carros, espaçosas moradias e entusiasmantes férias em paragens mais "amenas"?

Resta-nos a consciência de que teremos de ser nós a alterar esta realidade.
Resta-nos o direito de exigir explicações a quem hipotecou uma boa parte das nossas vidas.

Resta-nos a capacidade inata que cada ser humano tem de se indignar.

É com pesar que vejo pessoas bem colocadas, afluentes, em alguns casos por mérito próprio (e aí não haverão muitos dedos que tenham coragem de se lhes apontarem), noutros por acasos felizes (as fortunas costumam ser como doenças crónicas: hereditárias), criticarem manifestações de descontentamento de grupos de jovens que serão, no futuro, a geração que tomará as rédeas do país.

É com um incomum sentimento de distanciamento (porque, apesar de tentar absorver sempre o melhor de qualquer discordância, não me posso conotar com formas de pensar tão díspares das que fui elaborando ao longo do meu curto percurso de vida) que olho para comentários sobre a manifestação de milhares de jovens de todo o país em que, vá-se lá saber porque tipo de inspiração hitleriana, se afirma à boca cheia que aqueles não têm o direito de reclamar porque o sistema educativo nacional não os prepara para o mercado de trabalho e que como tal, não devem ser considerados úteis à nossa economia. Mandem formar já os pelotões de fuzilamento! Temos um grande trabalho de "limpeza social" pela frente...


Mais uma vez, não quero ser mal compreendido. Temos, de facto, inúmeros problemas a nível do nosso sistema educativo apesar de ainda, felizmente, continuarmos a formar profissionais que se destacam internacionalmente nas suas áreas de especialidade. Obviamente que toda a culpabilidade não pode ser imputada ao sistema de ensino, mas pensem que uma quota parte dela sem dúvida pode, logo, cabe ao Estado corrigir esses "erros crassos" que são os licenciados desempregados. Cabe à nossa classe política exigir mais das nossas instituições de ensino. Maior rigor, melhores conteúdos, métodos de divulgação de conhecimento mais modernos e amplamente acessíveis. Porque os futuros dirigentes nacionais têm se ser formados para se adaptarem a realidades futuras que, por mais que queiramos dourar a pílula, serão inevitavelmente mais exigentes e inexoráveis. E todos temos o direito de exigir isso em prol da nossa geração e das gerações vindouras.


O nosso país sofre de uma crise de identidade profunda. Perdeu-se a aguerrida resistência e espírito de sacrifício dos tempos de Viriato e da senhora de bigode e pá na mão de Aljubarrota, desvaneceu-se o fulgor aventureiro e a vontade de conquista das gerações de 400 e 500, extinguiu-se a chama revolucionária dos homens e mulheres de Abril...

Grande parte da nossa história é composta por narrativas grandiosas sobre a vontade popular e as suas vitórias sobre dominações e constrições internas ou externas.

Retirem-nos a vontade de lutar por um ideal futuro, de defendermos direitos inalienáveis, como o direito ao emprego, e trivializem o direito das massas à indignação e terão uma nação e um país facilmente governáveis.

Mas não uma com a qual me identificasse e não um ao qual poderia chamar lar pátrio.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

The time has come!

"There is no stopping an idea whose time has come." - Victor Hugo

The wheels of History are turning again.
We are undergoing massive changes in our world, in the global reality that many held dear and thought to be stable and not prone to mutation.

We hear the cries for freedom getting louder and louder with every passing day.
People start to gather around the idea of a better future filled with new opportunities, a tomorrow where they can pursue what is theirs by birthright: the ability to seize their own lives and follow their own paths.

This is wider and further reaching than many predicted it could be.

It transcends religious beliefs and cultural traditions. It can't be barred at borders. It is not frightened by shouting guns and smoking barrels. It won't be smothered by brainwashing tactics.

The time has come for those who want to make the difference.
The time has come for those who endure forceful hardship to say "I've had enough!".

The People moves at its own pace. Many times it just drags its feet around. But when it speeds its pace up, it shakes the grounds of history like a stampede of fearsome buffaloes.
And its march has started again.

It won't be oppressed anymore.
No curfew, no beating, no gunshot can hamper its relish for change.

And though many lose their lives in the process, the movement doesn't get crippled.
For it is larger than life. For it can always endure the blows it takes...For you can kill the idealists but not the ideal.

This is but a humble statement of principles and a hommage to the peoples of Tunisia, Egypt, Bahrein, Lybia and all those in the wake of this wave of change.

We are witnessing History on the making once more.
When I pass away, let those who stay on this world say that we lived through those events that our sons and grandsons learned about in their History classes. And may we, and especially them, learn from Mankind's mistakes and its attempts, successful or not, to correct them for the benefit of all.

Lets just hope that the wheels keep turning. For the better or worse, we have to let them turn...





terça-feira, 2 de novembro de 2010

Circle of hounds

Life is a pit where hounds fight.

bark, scracth, bite.

Hear the roaring, bloodthirsty crowd.

bark, scratch, bite.

Bets placed, money waved.

bark, scratch, bite.

Instinct dominates, anger appropriates.

bark, scratch, bite.

The stench of sweat, the taste of blood.

bark, scratch, bite.

Until only one remains.

bark, scratch, bite.




terça-feira, 21 de setembro de 2010

Faz de conta que estás em casa!

Há algum tempo atrás, estava a conversar com um grande amigo meu sobre um assunto não muito agradável e, num determinado ponto da conversa surgiu uma questão sobre a qual nenhum de nós tinha ainda cogitado muito (aliás, nem muito nem pouco porque é, pura e simplesmente, daquelas coisas que "não lembram ao Diabo"!).

Em traços muito gerais, estávamos a debater níveis de confiança que amigos e convidados podem ter quando se encontram na casa de outrem e como se podem medir esses mesmos níveis de uma forma mais ou menos fiável.

Chegamos a uma conclusão interessantíssima! Mas, antes de mais, vou enunciar, muito rapidamente, as premissas em que baseamos a nossa breve análise:

1. Os indivíduos estranhos ao ambiente considerado têm de ter um grau mínimo de conhecimento dos donos desse mesmo ambiente;

2. Foram consideradas pessoas de ambos os sexos, dos mais variados quadrantes sociais e dos mais diversos credos religiosos (não fossem acusar-nos de descriminação);

3. Foram tomadas em linha de conta as mais diversas situações sociais onde a inclusão dos indivíduos nos ambientes em causa pudesse acontecer (visita casual, festas de várias índoles, etc.)

Basicamente, a conclusão a que chegamos foi esta:

- Podemos considerar que alguém tem confiança (muita confiança mesmo!!) connosco ou com os nossos familiares quando, pasme-se, abre o nosso frigorífico sem pedir permissão da primeira vez que o abre!!

Senão vejamos: consideremos o vosso frigorífico lá de casa como a vossa "reserva pessoal de alimentos".

Nas sociedades primitivas, as reservas de alimentos eram muito bem guardadas porque poderiam significar a sobrevivência, ou não, das comunidades ( fossem elas mais, ou menos, organizadas).
Mais ainda, eram ainda distribuídas com alguma parcimónia para que todos os membros pudessem beneficiar desses produtos essenciais. Ora, a um nível do nosso subconsciente mais primário poderemos considerar que um agregado, familiar ou não, ainda olha para o frigorífico da mesma forma. Logo, se alguém tem confiança suficiente para se socorrer da nossa reserva de alimentos, poderemos considerá-lo como um membro desse mesmo agregado e, por conseguinte, alguém com quem temos bastante confiança.

Perante tão interessantes conclusões, decidimos ir um pouco mais além e elaboramos uma espécie de análise comportamental que define uma gradação para os diferentes níveis de confiança que alguém pode apresentar:

1ºNível - O indivíduo pergunta-nos algo do género "tens água fresca?". Mesmo que esteja interessado em beber sumo.

2ºNível - O indivíduo pergunta-nos "tens algo fresco que se beba?" Aqui já dá a entender que pode não estar apenas à procura de H2O...

3ºNível - Marcado por questões como "mano, posso ver se tens alguma coisa que se beba fresca?". O indivíduo remete, implicitamente, para a vontade que tem de vasculhar o nosso frigorífico, sem a nossa ajuda.

4ºNível - O indivíduo não nos pergunta nada, apenas endereçando um aviso indirecto de que pretende aceder ao nosso frigorífico utilizando expressões como "Ora vamos lá ver o que é que tens aqui..."

5ºNível - Nível máximo de confiança. O indivíduo apenas se dirige ao frigorífico e retira o que necessita. Geralmente não comunica com os donos do frigorífico e se o faz recorre a expressões que deixam aqueles sem grande margem de manobra como, por exemplo, "Mano, tirei-te um sumo do frigorífico. É na boa não é?"

Por isso, se querem testar os vossos amigos, levem-nos para o pé do vosso frigorífico e deixem a natureza humana fazer o resto.




quarta-feira, 15 de setembro de 2010

untitled

We march.
For the sake of what we are,
we march.
For the nurturing of our souls,the cleansing of our spirits,
we march.

We know no boundaries except for the ones in our hearts.
We cross them.

Appearing lost,
we find ourselves.
Walking,
we thrive.

In obstacles we stumble,
through hardships we walk.
Yet the march,
endures.

We hear, we see, we feel,
the tides of change sweeping us off our feet.
We withstand them.

Defying fate,
we regain faith.
In ourselves, in what we are,
in what we've become.

This is why,
we march.
For us,
no one else.

Here, now,
our march will go on.






sexta-feira, 10 de setembro de 2010

The cuttest little thing!!

http://www.maniacworld.com/baby-wolf-learning-to-howl.html

Ok...também tenho um coração e ele também se derrete de tempos a tempos...processem-me!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Foi a mim que espetaram uma estaca no coração!


Este é um post que ando já há algum tempo para fazer, sobre um tema que para mim é sério demais e que tenho vindo a discutir longamente com algumas pessoas mais próximas, quer em amizade, quer em inquietação sobre a temática em causa.







O ponto de partida da discussão é, aparentemente, muito simples: Vampiros.


Não sei que tipo de imagens percorrem a vossa massa encefálica quando lêem aquela palavra mas eu vou dizer-vos o que vai na minha mente de cada vez que fazem referência àquelas criaturas:


Mortos-vivos com um desejo insaciável por sangue (alimento, aliás, indispensável à sua boa condição física), preferencialmente humano, com uma força, rapidez e agilidade sobrenaturais e com um gosto intratável pelo gore. E, se adicionarmos a este preparado umas pitadas de luxúria e sensualidade, umas pinceladas de crueldade e maldade intrínsecas e um sentido de humor mais negro do que um álbum dos Cradle of Filth conseguimos criar um dos monstros mais carismáticos do folclore ocidental (agradeçamos sobretudo ao Sr. George Bernard Shaw, a.k.a. Bram Stoker por esta bela receita).

Até aqui tudo bem, certo?
Errado!!!

Estaria tudo bem se alguém me conseguisse explicar porque raio é que alguém se lembrou de transformar um dos símbolos do terror mais proeminentes da história da humanidade, num ídolo pop para delícia de milhões que atravessam a tortuosa cordilheira da puberdade!

Luas novas ou vermelhas, eclipses ou academias de vampiros são demasiado para a minha pobre cabecinha tolerar!

Filmes de duas horas onde se conseguem juntar vampiros e lobisomens (outro clássico do mundo das trevas cuja vil tentativa de deturpação me fere a alma) e onde o único sangue derramado é o da protagonista, atacada brutalmente por uma..folha de papel?!?! O que é que aconteceu aos bons-velhos mares de sangue? Às orgias de mutilações, aos perturbadores concertos de gritos de dor e desespero? Não caríssimos!!! Agora os vampiros importam-se mais em satisfazer as suas namoradinhas (humanas, pasme-se) com votos de amor para além da tumba* e tiradas românticas tão lamechas que até originariam surtos de vergonha alheia à Heidi! Aqui estou indeciso entre o que me causa mais refluxos gástricos: mortes absurdamente violentas ou monstros sanguinários que lêem a revista BRAVO...


Séries onde os vampiros aprendem a viver em sociedade e onde treinam as técnicas de caça e alimentação mais eficazes?! O quê, a seguir vão começar a dar cursos de fotografia nocturna para sanguessugas?! Ah não, esperem, esta nova geração de vampiros consegue caminhar durante o dia sem qualquer tipo de consequências nefastas para os seus poderes sobrenaturais! E reparem na delícia deste pequeno detalhe, brilham quando expostos aos raios solares(vou desconfiar seriamente da próxima miúda que vir a usar brilhantes como maquilhagem...)!

Não sei o que me preocupa mais, se o facto de estarem a deturpar completamente a essência de um dos monstros mais bem conseguidos e interessantes da história do horror ou se, nessa demolidora ânsia de vulgarizar e humanizar a raça vampírica, estão a torná-la numa moda, num produto de consumo rápido para adolescentes que em vez de saborearem uma agradável dose de medo com boas estórias ou filmes de terror, gostariam de ser (ou ter) um vampiro (como amigo ou algo mais...).

Sr. Shaw, imagino que deva estar a dar voltas na sua cova mas, caso seja necessário, eu já tenho uma técnica quase infalível para a caça desta nova espécie de vampiros: uma demolidora mensagem no mural do facebook da besta em causa..."água-benta"!



*aqui poderiam confrontar-me com o facto de o brilhante "Drácula" de Bram Stoker ser, no fundo, uma história de amor eterno pelo que julgo conveniente antecipar esses reparos: Sejamos honestos, há uma grande diferença entre um clássico intemporal, onde o tema do amor é abordado sobre uma perspectiva adulta e um pouco negra e filmes onde aparecem miúdas a querem ser desfloradas por um boneco de porcelana gigante com caninos um pouco grandes demais para uma dentição dita normal e com problemas existenciais típicos da "idade do armário".

O filho pródigo...

Ok caros seguidores (qualquer anglo-saxónico reagiria a este começo de frase com um sarcástico "yeah, right!") o que se passa neste preciso momento é o seguinte: Decidi recomeçar a escrever neste pequeno espaço pessoal na world wide web que me foi gentilmente cedido pelos servidores blogger (este seria um bom momento para alguém tecer um comentário do género "toda a gente tem um blog estes dias").

De qualquer forma, antes que se questionem acerca do porquê de se terem passado tantos meses sem um único post, devo alertá-los que tomei a decisão de viver a minha vida segundo uma escala de tempo geológica pelo que, pelas minhas contas, apenas passaram alguns segundos desde o meu último devaneio tornado público (eu sei que é uma desculpa rebuscada demais, mas a alternativa era ter sido raptado por extraterrestres e isso, convenhamos, é simplesmente ridículo).

Por isso, bem vindos de volta a um mundo onde a realidade e as minhas projecções mentais se confundem...ou será que não? Ou será que sim ? Ou será talvez? Ou será que...EI!! Já estou atrasado para a minha sessão de terapia psiquiátrica!!

Até já (e agora não estou a falar em tempo geológico)!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

In a blog near you.

Eu sei que não tenho perdido tempo nenhum com este meu blogzinho caros leitores (estou obviamente a referir-me a mim e ao meu alter-ego), mas esperem novidades brevemente porque uma das minhas resoluções de ano novo chinês é voltar a inundar a web de parvoíces e teorias demasiado complexas para terem sequer algum tipo de lógica.

i'll be back!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Feliz com pequenas coisas...

Estes tipos são mesmo muito bons! looool

Last Christmas i gave you my...credit card?


Ah! A época natalícia...o amor anda no ar...é altura de revermos quem não víamos há muito tempo...altura de nos aproximarmos mais um bocadinho de quem gostamos muito...época de carinho, de paz e de...CONSUMISMO EXACERBADO!!!

Eu sei que é um lugar-comum falar das quantidades astronómicas de dinheiro que circulam nesta quadra mas, mesmo assim, nunca é demais relembrar o que está mal! Eu sei que a economia mundial (e, consequentemente, a nacional) já viram dias melhores e também sei que o comércio floresce nesta altura, logo, no cômputo geral este cenário não pareceria tão errado quanto isso...mas olhem com mais atenção!

São os papás a mimarem os meninos com telemóveis state of the art, a custarem largas centenas de euros e para os quais os petizes não têm qualquer utilidade para além de os mostrarem aos amigos e dizerem que é touch screen e que tem uma câmera de X megapixeis...

São os mesmos papás que contraem créditos para oferecerem uma PS3 com não sei quantos jogos para que os meninos possam usufruir de entretenimento da mais alta qualidade (não me percebam mal! Adoro videojogos e adoro a PS3, mas eu tenho 23 anos, não 10).

É ir a um shopping nesta altura (por acaso, já em condições normais, sinto-me desconfortável nesses antros consumistas) e, se pensarem como eu, experimentarão uma angustiante sensação de claustrofobia com tanta gente a vaguear, muitos ao sabor do impulso, outros mais decididos, à procura da melhor prenda a oferecer ao entes amados.

É um gesto bonito sem dúvida, o de oferecer presentes. Revela consideração, carinho, afecto, amor...um sem número de sentimentos e emoções nobres que se associam imediatamente ao Natal e que são cada vez mais raros no mundo contemporâneo...mas tudo isto é aproveitado pela máquina corporativa que tolda as nossas vistas e que faz muita gente esquecer que, por vezes, um abraço sentido ou uma palavra mais doce continuam a ter mais valor que qualquer bem sujeito a impostos e margens de lucro (eh lá! agora parecia comuna!)

Pode parecer que estou a dar um tom sério demais a este post mas acreditem que é intencional. É nestas alturas que temos de repensar prioridades. Burilar as nossas opiniões. Refinar os nossos comportamentos.


"Search your feelings Obi Wan!" (tinha de fazer a piada senão era demasiado sério! =p)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

It´s up to you, New...errr... Shanghai, Shanghaaaiiii!!!


Parece que a minha vida vai sofrer uma viragem brusca de 180º!

Ao inscrever-me na 14ª edição do programa INOV Contacto, esperava que essa viragem se desse obviamente (para quê ir estagiar no estrangeiro se não esperarmos uma, mesmo que pequena, mudança de paradigma?).

Agora, o que eu nunca imaginei foi que me "atirassem" sem dó nem piedade para fora do Velho Continente!

Parece que, quanto mais longe melhor para algumas pessoas com quem tive a oportunidade de trocar algumas impressões acerca do destino que me calhou em sorte (claro que não foi só a sorte a ter uma palavra importante nessa decisão mas enfim...).

Quanto a mim, quanto à minha opinião pessoal, posso apenas (como fiz no título deste post, se bem que de forma adulterada), parafrasear o saudoso Sinatra :


"If i can make it there, i´ll make it anywhere!"

Ou pelo menos é o que espero...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nem com manual de instruções...


Pois é caros espécimes masculinos da bela raça humana...não sei como é convosco, mas eu, por vezes dou por mim a pensar em como lidar da melhor forma com espécimes do sexo oposto...

não quero que as minhas leitoras (na eventualidade de existir alguma claro!) se sintam confrangidas de algum modo, pelo que deixo bem claro que li isto numa fortuita visita a um site de humor e que não sou de todo sexista...

mas, se estas linhas ajudarem algum companheiro do sexo masculino a minorar as "provações" que as mulheres que possam impor, bem, i'll take one for the team!! =)


Dicionário Feminino:

*Sim = Não.
*Não = Sim.
*Talvez = Não.
*Sinto muito = Vai ser como eu quero.
*Nós queremos = Eu quero.
*Faz como quiseres = Vais pagar muito caro por isso.
*Precisamos de conversar = Já vais levar na cabeça.
*Vai em frente = Não vás.
*Não estou chateada = É lógico que estou chateada!
*É mais romântico de luzes apagadas = Acho que estou gorda.
*Esta cozinha é esquisita = Quero mudar de casa.
*Quero cortinas novas = ...e carpetes e móveis e máquina de lavar...
*Gostas muito de mim? = Fiz asneira.
*Estou pronta num minuto = Tira os sapatos, pega numa cerveja, liga a TV e relaxa.
*Estou gorda? = Diz que estou bonita.
*Precisas de aprender a comunicar = Concorda comigo.

Lembrem-se...nada é o que parece...
Não tomem decisões precipitadas no trato destes seres perigosos...lol

Social skills required...


Adorei! Ri-me como um perdido! (cliquem para ver a imagem ampliada)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dá p'ra muita coisa sabe?

Recebi uma newsletter de um site de oportunidades de emprego que consulto com alguma regularidade (sim, o mundo do trabalho ainda não tomou consciência da pérola que se perde comigo aqui parado) que enumerava algumas propostas que, supostamente, se quadunavam com o meu perfil de trabalhador (formação académica e tal...).

Ora, tendo em conta que sou licenciado em Relações Internacionais e estou a frequentar um mestrado em Estudos Europeus, estaria à espera de alguma coisa relacionada com essas áreas.

Mas não! O cruzamento de dados decidiu, vá-se lá saber porque, atribuir uma percentagem de 91 pontos (numa escala que deveria quantificar a concordância entre a área de formação dos registados com os requisitos específicos das ofertas de emprego) a uma oferta de emprego na área do Design de Comunicação!

Algumas das aptidões pedidas até se referiam a programas informáticos que eu nem sequer fazia ideia que existiam, quanto mais possuir "conhecimentos avançados"!

Eu até já estou habituado a que me perguntem "para que é que dá" a minha licenciatura. Também já não me importo que tenham curiosidade em saber "o que é isso de Estudos Europeus".

Mas às vezes pá! Grrrr!!!

Por isso é que inventaram o harakiri...

Um jovem de nacionalidade japonesa, estudante do Instituto de Tecnologia de Osaka (Japão) afogou-se quando testava uma embarcação que poderia revolucionar os transportes marítimos e/ou fluviais: uma canoa de CIMENTO.

Leram bem! CIMENTO!

Ainda se espantam os ocidentais pela austeridade com que os habitantes do país do sol nascente acabam com a sua vida quando se sentem desonrados...é precisamente para evitar vexames destes!

Mais vale um suicídio executado de uma forma extremamente dolorosa e brutal (que obviamente requer uma coragem e um sentido de honra titânicos) do que um falecimento de que até a "senhora da foice" se deve rir como se não houvesse amanhã...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O povo português e o seu triste fado.

O povo português é uma povo verdadeiramente apaixonado. Quando uma coisa está em voga, levamos as discussões e os debates acalorados sobre a mesma até à exaustão. Pelo que me foi dado a entender através de uma observação muito cuidada ao longo do último ano, existem quatro palavras (que se desdobram em temáticas de debate necessariamente) que têm marcado presença assídua nos noticiários, nos jornais, nas revistas e em animadas conversas de café.

Essas quatro palavras são "crise", "desemprego", "cristiano" e "ronaldo" (estas duas últimas, geralmente, aparecem acompanhadas uma pela outra e na mesma ordem aqui apresentada).

Não me entendam mal. Estou perfeitamente solidário com todos os portugueses que querem (e muito bem na minha opinião) debater os grandes problemas que dizem respeito a todos nós, descendentes de Viriato.

Agora não compreendo como é que há pessoas que colocam a precária situação económico-social do país à frente da vida privada do melhor jogador de futebol do mundo! Por favor! Então o homem é o melhor do mundo a dar uns pontapés na bola e nós aqui preocupados com ninharias?

Nisso dou razão à SIC e às suas fabulosas reportagens que alegam que todos os portugueses querem saber a vida que o novo número 9 do Real Madrid leva.

É que eu nem durmo de noite descansado se não souber o que o catraio anda a fazer...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Frase da semana.

"Envelhecer é bom. Significa que ainda não morremos"
Penélope Cruz


Numa altura em que sinto a vida a voar à minha frente mais rápido que um Concorde (esperemos que as semelhanças entre a minha vida e o Concorde acabem na velocidade ultra-sónica...) é sempre refrescante ler este tipo de comentários...

Sr. Dr. eu acho que sofro de...AHHH!!!

"hipopotomonstrosesquipedaliofobia"

Esta bela palavra designa o medo que certas pessoas têm de pronunciar palavras (e não, não estou a brincar) COMPRIDAS!!!

Do género:

-Pai!
-Sim filho?
-Como é que se chama o médico dos ouvidos?
-Otorri...AHHHH!!!!

(Acho que esta criança nunca mais olharia para o pai da mesma forma...)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

The 'F' word.



A linguística é algo de fabuloso...