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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Era mesmo necessário?

Hoje em dia as pessoas não têm decoro nenhum. E os publicitários ainda menos! Porquê? Deixem que vos conte o que vi uma destas noites na televisão...
Tentem imaginar: 5 da manhã,um pouco de álcool a minar a toldar a minha visão (ok,podem pensar que isso teve algo a ver com o que vou contar, mas asseguro-vos que não...) e uma trémula luz a emanar da minha caixinha mágica...

Programa? Televendas.
Produto? Cama insuflável.


Agora imaginem que um dos testemunhos de um comprador satisfeito é dado po uma contorcionista profissional (agora controlem esses pensamentos seus pervertidos!!)

O que veio a seguir foi um insulto à inteligência do cidadão comum! Depois de uma manobra que desfia a própria constitução óssea humana e no decurso da qual bebia de um copo por uma palhinha, a rapariguinha diz algo do género:

"Adorei a x (nome do produto)! Com ela posso fazer este tipo de exercícios, algo que não conseguiria noutra cama qualquer!"

WTF!!! Desculpem se sou demasiado ortodoxo, mas quando penso numa cama a primeira coisa que me vem à cabeça não é tomar uma bebida com os meus pés a passarem por cima das minhas omoplatas!

Mas se a estupidez vender produtos, então o stock deste em particular deve ter esgotado muito rapidamente...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Isto sim.



Decidi fazer um ponto de ligação com o anterior post e, para não correr o risco de me acusarem de desrespeito ao princípio democrático da moção de censura construtiva, apresento aqui uma das grandes influências dos "Gato Fedorento" e uma referência de peso no panorama do humor do século XX: os Monty Phyton.

Apreciem.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Desculpem lá qualquer coisinha, mas...


Confesso que estou um pouco desiludido com uma das maiores referências nacionais no campo do humor e da televisão: os Gato Fedorento.

Apesar de continuar a achar que são muito bons e de nutrir uma especial admiração pelo quarteto, permito-me, na categoria de fã incondicional, criticar a qualidade do presente trabalho que desempenham.

Não que seja mau, compreendam, mas não atinge o nível que atingia em outras alturas. A palavra que me ocorre sempre que tento falar do humor que produzem agora é "forçado".

Aceito perfeitamente que seja um trabalho díficil, tendo em conta que o programa tem muita audiência e, os próprios moldes deste se prendem com uma análise burlesca da actualidade (que pode, ou não, ser fértil em acontecimentos caricatos e susceptíveis de uma abordagem humorística).

Mas não é essa a essência do grupo,julgo eu. Onde estão aqueles scketches atemporais que não precisavam de um acompanhamento semanal dos noticiários para serem percebidos? Para onde foram aqueles momentos de nonsense a roçar a genialidade pelas situações hilariantes que conseguiam produzir, com um óbvio destacamento da realidade?

Espero que não se esqueçam que o humor serve também e sobretudo para nos distanciarmos um pouco da tristeza e crueza do mundo real. E se perdermos isso, o humor passa a ser só mais uma forma de crítica social como muitas outras (não que tenha de deixar de o ser! é fabuloso no desempenho dessa função! mas também é muito mais que isso...).

E um retorno às origens por vezes faz tão bem...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Filas na Virgin Megastore!


Fabuloso!!

Estava eu a tentar ler um pequeno texto, acerca do papel da UE como actor diplomático (uma coisinha muito leve mesmo! quase como um daqueles romances de cordel...) para uma disciplina do meu mestrado quando, da televisão à minha frente começam a sair umas notas musicais sublimes.

Estava na SIC e o programa que estava no ar dá pelo nome de "Podia acabar o Mundo".

E com a cena que vi até podia mesmo acabar! Aliás, era um favor se acabasse, para que ninguém pudesse assistir ao que eu assisti!

Vou tentar descrever a cena:

Na TV estava o Rui Unas (é verdade, parece que agora também faz novelas! Que saudades do "Cabaret da Coxa"...Ah! E na cena a seguir apareceu o Filipe Gaidão!! Sim! O do hóquei!! Jeez! O mundo deve estar mesmo para acabar...) a ter um diálogo de desgosto amoroso com a sua mulher ucraniana (?).
Mas uma coisa muito dramática mesmo!

Até aqui a cena já parece surreal mas ainda piora!
Sabem qual era a música de fundo?

Aquela do Toni Carreira "eu sem ti, quem era eu sem ti?"!!!
Que belo enquadramento sem dúvida...

Já imagino o sucesso que vai ser quando lançarem a banda sonora...

Vai ser o "fim do mundo" mesmo...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Momento da estupidez.


Estava eu, há alguns minutos atrás, a fazer o pequeno zapping diário pela maravilhosa TV generalista nacional quando a minha atenção se deteve na SIC e, em particular no programa "Momento da Verdade".
Não comecem já a gozar porque eu(como aliás, toda e qualquer pessoa com um mínimo de bom senso e auto-estima julgo )não inundo a minha querida massa encefálica com estímulos sensoriais de terceira.

No entanto, e por coincidência apenas, no preciso momento em que sintonizei aquele canal, a pergunta que era colocada à concorrente era nada mais que esta: "já foi abusada sexualmente por alguém da sua família?"

Obviamente que fiquei curioso acerca da resposta.
Que foi, por sua vez, obviamente afirmativa.
Se bem que estranhei a forma pronta e um tanto ou quanto fria com que a concorrente respondeu e, inclusive, explicou toda a situação perante uma audiência vasta a nível nacional (o que diz muito acerca da mentalidade dos portugueses, mas isso são contas de outro rosário...).

Gerou-se um previsível e compreensível momento de tensão com muitas perguntas e comentários de várias pessoas presentes no programa.

No entanto o que me fez realmente confusão foi a questão imediatamente a seguir..."Acha que foi uma criança problemática?"

Aqui a concorrente fez uma "careta" virada para os seu familiares, enquanto se instalou um suspense deveras ridículo (e tivermos em conta o teor da questão) que antecedeu a resposta à pergunta.

Quer dizer, admite prontamente, em horário nobre, que foi abusada sexualmente, PELO PAI NOTE-SE, e faz uma pausa para ganhar coragem, com um olhar de carneiro mal-morto ao admitir que teve uma infância problemática??

Tipo: "-Oh mãe! O pai tentou fazer coisas más comigo na caminha!
-'Tá calada filhinha! Vai fazer os trabalhos de casa!
- Não posso mãe!
- Porquê filha?
- Porque queimei os cadernos na lareira sem querer...
- Oh meu Deus! Tu vais desgraçar esta casa e esta família sua galdéria!"

O valores familiares já não são o que eram...

Nem a programação televisiva!



terça-feira, 7 de outubro de 2008

Back again...


Um do momentos mais geniais dos últimos tempos, nesse deserto de ideias que costuma ser a televisão nacional...