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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Faz de conta que estás em casa!

Há algum tempo atrás, estava a conversar com um grande amigo meu sobre um assunto não muito agradável e, num determinado ponto da conversa surgiu uma questão sobre a qual nenhum de nós tinha ainda cogitado muito (aliás, nem muito nem pouco porque é, pura e simplesmente, daquelas coisas que "não lembram ao Diabo"!).

Em traços muito gerais, estávamos a debater níveis de confiança que amigos e convidados podem ter quando se encontram na casa de outrem e como se podem medir esses mesmos níveis de uma forma mais ou menos fiável.

Chegamos a uma conclusão interessantíssima! Mas, antes de mais, vou enunciar, muito rapidamente, as premissas em que baseamos a nossa breve análise:

1. Os indivíduos estranhos ao ambiente considerado têm de ter um grau mínimo de conhecimento dos donos desse mesmo ambiente;

2. Foram consideradas pessoas de ambos os sexos, dos mais variados quadrantes sociais e dos mais diversos credos religiosos (não fossem acusar-nos de descriminação);

3. Foram tomadas em linha de conta as mais diversas situações sociais onde a inclusão dos indivíduos nos ambientes em causa pudesse acontecer (visita casual, festas de várias índoles, etc.)

Basicamente, a conclusão a que chegamos foi esta:

- Podemos considerar que alguém tem confiança (muita confiança mesmo!!) connosco ou com os nossos familiares quando, pasme-se, abre o nosso frigorífico sem pedir permissão da primeira vez que o abre!!

Senão vejamos: consideremos o vosso frigorífico lá de casa como a vossa "reserva pessoal de alimentos".

Nas sociedades primitivas, as reservas de alimentos eram muito bem guardadas porque poderiam significar a sobrevivência, ou não, das comunidades ( fossem elas mais, ou menos, organizadas).
Mais ainda, eram ainda distribuídas com alguma parcimónia para que todos os membros pudessem beneficiar desses produtos essenciais. Ora, a um nível do nosso subconsciente mais primário poderemos considerar que um agregado, familiar ou não, ainda olha para o frigorífico da mesma forma. Logo, se alguém tem confiança suficiente para se socorrer da nossa reserva de alimentos, poderemos considerá-lo como um membro desse mesmo agregado e, por conseguinte, alguém com quem temos bastante confiança.

Perante tão interessantes conclusões, decidimos ir um pouco mais além e elaboramos uma espécie de análise comportamental que define uma gradação para os diferentes níveis de confiança que alguém pode apresentar:

1ºNível - O indivíduo pergunta-nos algo do género "tens água fresca?". Mesmo que esteja interessado em beber sumo.

2ºNível - O indivíduo pergunta-nos "tens algo fresco que se beba?" Aqui já dá a entender que pode não estar apenas à procura de H2O...

3ºNível - Marcado por questões como "mano, posso ver se tens alguma coisa que se beba fresca?". O indivíduo remete, implicitamente, para a vontade que tem de vasculhar o nosso frigorífico, sem a nossa ajuda.

4ºNível - O indivíduo não nos pergunta nada, apenas endereçando um aviso indirecto de que pretende aceder ao nosso frigorífico utilizando expressões como "Ora vamos lá ver o que é que tens aqui..."

5ºNível - Nível máximo de confiança. O indivíduo apenas se dirige ao frigorífico e retira o que necessita. Geralmente não comunica com os donos do frigorífico e se o faz recorre a expressões que deixam aqueles sem grande margem de manobra como, por exemplo, "Mano, tirei-te um sumo do frigorífico. É na boa não é?"

Por isso, se querem testar os vossos amigos, levem-nos para o pé do vosso frigorífico e deixem a natureza humana fazer o resto.




segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Foi a mim que espetaram uma estaca no coração!


Este é um post que ando já há algum tempo para fazer, sobre um tema que para mim é sério demais e que tenho vindo a discutir longamente com algumas pessoas mais próximas, quer em amizade, quer em inquietação sobre a temática em causa.







O ponto de partida da discussão é, aparentemente, muito simples: Vampiros.


Não sei que tipo de imagens percorrem a vossa massa encefálica quando lêem aquela palavra mas eu vou dizer-vos o que vai na minha mente de cada vez que fazem referência àquelas criaturas:


Mortos-vivos com um desejo insaciável por sangue (alimento, aliás, indispensável à sua boa condição física), preferencialmente humano, com uma força, rapidez e agilidade sobrenaturais e com um gosto intratável pelo gore. E, se adicionarmos a este preparado umas pitadas de luxúria e sensualidade, umas pinceladas de crueldade e maldade intrínsecas e um sentido de humor mais negro do que um álbum dos Cradle of Filth conseguimos criar um dos monstros mais carismáticos do folclore ocidental (agradeçamos sobretudo ao Sr. George Bernard Shaw, a.k.a. Bram Stoker por esta bela receita).

Até aqui tudo bem, certo?
Errado!!!

Estaria tudo bem se alguém me conseguisse explicar porque raio é que alguém se lembrou de transformar um dos símbolos do terror mais proeminentes da história da humanidade, num ídolo pop para delícia de milhões que atravessam a tortuosa cordilheira da puberdade!

Luas novas ou vermelhas, eclipses ou academias de vampiros são demasiado para a minha pobre cabecinha tolerar!

Filmes de duas horas onde se conseguem juntar vampiros e lobisomens (outro clássico do mundo das trevas cuja vil tentativa de deturpação me fere a alma) e onde o único sangue derramado é o da protagonista, atacada brutalmente por uma..folha de papel?!?! O que é que aconteceu aos bons-velhos mares de sangue? Às orgias de mutilações, aos perturbadores concertos de gritos de dor e desespero? Não caríssimos!!! Agora os vampiros importam-se mais em satisfazer as suas namoradinhas (humanas, pasme-se) com votos de amor para além da tumba* e tiradas românticas tão lamechas que até originariam surtos de vergonha alheia à Heidi! Aqui estou indeciso entre o que me causa mais refluxos gástricos: mortes absurdamente violentas ou monstros sanguinários que lêem a revista BRAVO...


Séries onde os vampiros aprendem a viver em sociedade e onde treinam as técnicas de caça e alimentação mais eficazes?! O quê, a seguir vão começar a dar cursos de fotografia nocturna para sanguessugas?! Ah não, esperem, esta nova geração de vampiros consegue caminhar durante o dia sem qualquer tipo de consequências nefastas para os seus poderes sobrenaturais! E reparem na delícia deste pequeno detalhe, brilham quando expostos aos raios solares(vou desconfiar seriamente da próxima miúda que vir a usar brilhantes como maquilhagem...)!

Não sei o que me preocupa mais, se o facto de estarem a deturpar completamente a essência de um dos monstros mais bem conseguidos e interessantes da história do horror ou se, nessa demolidora ânsia de vulgarizar e humanizar a raça vampírica, estão a torná-la numa moda, num produto de consumo rápido para adolescentes que em vez de saborearem uma agradável dose de medo com boas estórias ou filmes de terror, gostariam de ser (ou ter) um vampiro (como amigo ou algo mais...).

Sr. Shaw, imagino que deva estar a dar voltas na sua cova mas, caso seja necessário, eu já tenho uma técnica quase infalível para a caça desta nova espécie de vampiros: uma demolidora mensagem no mural do facebook da besta em causa..."água-benta"!



*aqui poderiam confrontar-me com o facto de o brilhante "Drácula" de Bram Stoker ser, no fundo, uma história de amor eterno pelo que julgo conveniente antecipar esses reparos: Sejamos honestos, há uma grande diferença entre um clássico intemporal, onde o tema do amor é abordado sobre uma perspectiva adulta e um pouco negra e filmes onde aparecem miúdas a querem ser desfloradas por um boneco de porcelana gigante com caninos um pouco grandes demais para uma dentição dita normal e com problemas existenciais típicos da "idade do armário".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Last Christmas i gave you my...credit card?


Ah! A época natalícia...o amor anda no ar...é altura de revermos quem não víamos há muito tempo...altura de nos aproximarmos mais um bocadinho de quem gostamos muito...época de carinho, de paz e de...CONSUMISMO EXACERBADO!!!

Eu sei que é um lugar-comum falar das quantidades astronómicas de dinheiro que circulam nesta quadra mas, mesmo assim, nunca é demais relembrar o que está mal! Eu sei que a economia mundial (e, consequentemente, a nacional) já viram dias melhores e também sei que o comércio floresce nesta altura, logo, no cômputo geral este cenário não pareceria tão errado quanto isso...mas olhem com mais atenção!

São os papás a mimarem os meninos com telemóveis state of the art, a custarem largas centenas de euros e para os quais os petizes não têm qualquer utilidade para além de os mostrarem aos amigos e dizerem que é touch screen e que tem uma câmera de X megapixeis...

São os mesmos papás que contraem créditos para oferecerem uma PS3 com não sei quantos jogos para que os meninos possam usufruir de entretenimento da mais alta qualidade (não me percebam mal! Adoro videojogos e adoro a PS3, mas eu tenho 23 anos, não 10).

É ir a um shopping nesta altura (por acaso, já em condições normais, sinto-me desconfortável nesses antros consumistas) e, se pensarem como eu, experimentarão uma angustiante sensação de claustrofobia com tanta gente a vaguear, muitos ao sabor do impulso, outros mais decididos, à procura da melhor prenda a oferecer ao entes amados.

É um gesto bonito sem dúvida, o de oferecer presentes. Revela consideração, carinho, afecto, amor...um sem número de sentimentos e emoções nobres que se associam imediatamente ao Natal e que são cada vez mais raros no mundo contemporâneo...mas tudo isto é aproveitado pela máquina corporativa que tolda as nossas vistas e que faz muita gente esquecer que, por vezes, um abraço sentido ou uma palavra mais doce continuam a ter mais valor que qualquer bem sujeito a impostos e margens de lucro (eh lá! agora parecia comuna!)

Pode parecer que estou a dar um tom sério demais a este post mas acreditem que é intencional. É nestas alturas que temos de repensar prioridades. Burilar as nossas opiniões. Refinar os nossos comportamentos.


"Search your feelings Obi Wan!" (tinha de fazer a piada senão era demasiado sério! =p)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nem com manual de instruções...


Pois é caros espécimes masculinos da bela raça humana...não sei como é convosco, mas eu, por vezes dou por mim a pensar em como lidar da melhor forma com espécimes do sexo oposto...

não quero que as minhas leitoras (na eventualidade de existir alguma claro!) se sintam confrangidas de algum modo, pelo que deixo bem claro que li isto numa fortuita visita a um site de humor e que não sou de todo sexista...

mas, se estas linhas ajudarem algum companheiro do sexo masculino a minorar as "provações" que as mulheres que possam impor, bem, i'll take one for the team!! =)


Dicionário Feminino:

*Sim = Não.
*Não = Sim.
*Talvez = Não.
*Sinto muito = Vai ser como eu quero.
*Nós queremos = Eu quero.
*Faz como quiseres = Vais pagar muito caro por isso.
*Precisamos de conversar = Já vais levar na cabeça.
*Vai em frente = Não vás.
*Não estou chateada = É lógico que estou chateada!
*É mais romântico de luzes apagadas = Acho que estou gorda.
*Esta cozinha é esquisita = Quero mudar de casa.
*Quero cortinas novas = ...e carpetes e móveis e máquina de lavar...
*Gostas muito de mim? = Fiz asneira.
*Estou pronta num minuto = Tira os sapatos, pega numa cerveja, liga a TV e relaxa.
*Estou gorda? = Diz que estou bonita.
*Precisas de aprender a comunicar = Concorda comigo.

Lembrem-se...nada é o que parece...
Não tomem decisões precipitadas no trato destes seres perigosos...lol

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Por isso é que inventaram o harakiri...

Um jovem de nacionalidade japonesa, estudante do Instituto de Tecnologia de Osaka (Japão) afogou-se quando testava uma embarcação que poderia revolucionar os transportes marítimos e/ou fluviais: uma canoa de CIMENTO.

Leram bem! CIMENTO!

Ainda se espantam os ocidentais pela austeridade com que os habitantes do país do sol nascente acabam com a sua vida quando se sentem desonrados...é precisamente para evitar vexames destes!

Mais vale um suicídio executado de uma forma extremamente dolorosa e brutal (que obviamente requer uma coragem e um sentido de honra titânicos) do que um falecimento de que até a "senhora da foice" se deve rir como se não houvesse amanhã...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O povo português e o seu triste fado.

O povo português é uma povo verdadeiramente apaixonado. Quando uma coisa está em voga, levamos as discussões e os debates acalorados sobre a mesma até à exaustão. Pelo que me foi dado a entender através de uma observação muito cuidada ao longo do último ano, existem quatro palavras (que se desdobram em temáticas de debate necessariamente) que têm marcado presença assídua nos noticiários, nos jornais, nas revistas e em animadas conversas de café.

Essas quatro palavras são "crise", "desemprego", "cristiano" e "ronaldo" (estas duas últimas, geralmente, aparecem acompanhadas uma pela outra e na mesma ordem aqui apresentada).

Não me entendam mal. Estou perfeitamente solidário com todos os portugueses que querem (e muito bem na minha opinião) debater os grandes problemas que dizem respeito a todos nós, descendentes de Viriato.

Agora não compreendo como é que há pessoas que colocam a precária situação económico-social do país à frente da vida privada do melhor jogador de futebol do mundo! Por favor! Então o homem é o melhor do mundo a dar uns pontapés na bola e nós aqui preocupados com ninharias?

Nisso dou razão à SIC e às suas fabulosas reportagens que alegam que todos os portugueses querem saber a vida que o novo número 9 do Real Madrid leva.

É que eu nem durmo de noite descansado se não souber o que o catraio anda a fazer...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sr. Dr. eu acho que sofro de...AHHH!!!

"hipopotomonstrosesquipedaliofobia"

Esta bela palavra designa o medo que certas pessoas têm de pronunciar palavras (e não, não estou a brincar) COMPRIDAS!!!

Do género:

-Pai!
-Sim filho?
-Como é que se chama o médico dos ouvidos?
-Otorri...AHHHH!!!!

(Acho que esta criança nunca mais olharia para o pai da mesma forma...)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

The 'F' word.



A linguística é algo de fabuloso...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ah, doce laxismo tão nosso...

Nós os portugueses somos seres tão únicos...

Deixamos sempre tudo para a última e depois queixamo-nos de que não temos nem vida, nem tempo para fazermos o que é realmente necessário...

Ok! Eu sei que estou a fazer uma generalização que pode ofender muita gente, mas garanto-vos que há muito boa gente que, ao ler este post, faria, instintivamente, um sinal afirmativo com a cabeça e não conseguiria suprimir um breve sorriso no cantinho dos lábios...

Bem, quem nunca pecou que atire a primeira pedra...

Adoro-te União Europeia!

Cheguei à conclusão de que o policy - making da UE não é complicado apenas devido à delicadeza de muitos dos assuntos a tratar, nem devido ao facto de a vontade soberana dos Estados - Membros colocar em causa, por vezes, a evolução das dinâmicas de integração.

Não.

O policy - making da UE é complicado, porque todos os líderes europeus se uniram para urdir uma trama indeslindável de políticas, decisões e directivas (entre outras medidas de índole legislativa) só para se divertirem à grande com a tormenta que assola a minha alma sempre que tento fazer algum trabalho relacionado com aqueles temas!!!

São a mais pura expressão do Mal a sugar toda a pureza da minha pobre alma!!!

AAAAHHHH!!!!


P.S. - Atenção que eu sou pró-europeu! Só acho que todo o mundo conspira contra mim...
Tenho de ir..."eles" estão a observar-me....

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Curso intensivo sobre entrevistas de emprego.


Lição nº1

Termos como "gestor de clientes" e "consultor financeiro" não significam, necessariamente, grandes cargos (na realidade, costumam significar "venda porta a porta").

Lição nº2

Nunca julguem que "aquele" emprego fabuloso terá requisitos como "12º ano de escolaridade (preferencial)".

Lição nº3

Se vos contactarem 15minutos após terem enviado a candidatura não julguem que são fabulosos e que a entidade empregadora estava justamente à espera de um candidato como vocês.

Lição nº4

Se chegarem ao local da entrevista e vos parecer que é um sítio um pouco duvidoso que uma boa empresa possa estar aí instalada, confiem no vosso instinto: É MESMO DUVIDOSO!!

Lição nº5

Se, durante os primeiros minutos da vossa entrevista, a pessoa com quem estão a falar não vos fizer perguntas sobre o vosso currículo e se concentrar, essencialmente, na descrição da empresa e das funções a desempenhar, geralmente vão ficar desiludidos.

Lição nº6 (esta é mesmo a mais importante!)

Não desanimem e continuem a procurar ofertas e a enviar currículos.
Mais cedo ou mais tarde há-de surgir algo, que, por mais ranhoso que possa parecer, pelo menos vai colocar uns trocos extra na vossa conta pessoal.




Pelo menos à fome não vamos morrer não é?
(Que perspectivas animadoras...viver um pouco melhor que no início do século XX...bahhh!!)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Pah, perde lá, mas não é bem bem perder...

No passado fim-de-semana cheguei a uma conclusão interessantíssima acerca do uso corrente de uma expressão.
Estava eu num bar a beber uns copos com uns amigos, quando um deles, que tinha acabado de ter uma daquelas conversas paralelas com uma rapariga que se levantou para ir à satisfazer uma necessidade fisiológica faz um comentário deste género:



"Mano, perco a cabeça ou não?"


Até aqui tudo bem. Um amigo a pedir conselhos a outro sobre relacionamentos amorosos não tem nada de anormal. Mas depois comecei a cogitar sobre o que ele me tinha dito e concluí que a pergunta albergava um contrasenso muito engraçado.

Senão vejamos: "perder a cabeça" implica, em termos semânticos, uma incursão no campo da irracionalidade (cabeça = razão; perder = errr...perder?).

Estão a acompanhar? Óptimo!

Contudo,se ele me perguntou se perdia, ou não, a cabeça, estava a racionalizar a sua "perda de cabeça", logo, a irracionalidade desta última, foi suplantada pela racionalidade que está implícita na questão.

Basicamente, se pensarmos em "perder a cabeça" não estamos na realidade a "perder a cabeça"!

Perceberam?

E ainda dizem que a quando as pessoas estão com os copos não conseguem fazer associações lógicas complicadas!
Pronto, se calhar ninguém diz isso, mas, se disserem, têm aqui uma resposta à altura!

humpf!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

M**** até aos joelhos!!!

Nestes breves minutos que estive na casa de banho, um pequeno, mas monstruoso pensamento, formou-se na minha influenciável cabecinha:

Imaginem se todas as sanitas do mundo entupissem ao mesmo tempo!!!

(bem, suponho que o efeito seria muito similar ao do colapso dos mercados financeiros mundiais a que assistimos recentemente...)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um par de estalos também dói e deixa marca...

Sabem no que tenho andado a pensar?

Bom, em várias coisas para ser sincero...por exemplo, neste preciso momento, estou a pensar que vou comer um belo empadão de carne e a minha barriga parece que se tornou na central nevrálgica do meu organismo (por isso é normal que este texto seja um pouco estúpido...)!

De qualquer modo, dizia eu, que tenho andado a pensar num assunto que me tem deixado perturbado...esse assunto são as tatuagens de mau gosto!

Sim sim, os gostos não se discutem, eu sei, mas se vos aparecer alguém com uma tatuagem no braço (que até nem é um local muito exposto...lol), com um tipo de letra inspirada claramente num qualquer manuscrito do século XVIII e com um texto tão original como "carpe diem", "linkin park" ou "amo-te Cláudia", bem...gostos não se discutem mas podem ser seriamente postos em causa!

Por isso se estiverem a pensar em fazer uma tatuagem (ou MAIS uma, dependendo do caso), considerem seriamente a possibilidade de perguntarem a quem vos irá tatuar quais as tatuagens mais habituais e pirosas que costuma fazer...e risquem-nas imediatamente do vosso pensamento!!

E antes de mais, pensem em algo que vos identifique e que seja o mais original possível...não em algo que viram ontem num brinde de uma caixa de cereais!

Porque isso não sai com água quente e sabão!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

À guisa de explicação...

A pedido de várias famílias passo a explicar, de forma telegráfica as principais diferenças entre airsoft e paintball:

Em relação ao preço do material:
  • o investimento inicial para a prática do airsoft é mais caro.
  • a curto-médio prazo (isto implica uma prática regular de qualquer uma das duas modalidades) o investimento do paintball supera o do airsoft, devido a dois factores essenciais. O primeiro prende-se com o preço das munições, que é bastante mais reduzido no airsoft, e o segundo com a alimentação da arma, visto que as de airsoft, pelo menos as mais generalizadas são eléctricas, ao passo que as de painball (a.k.a. "marcadores") são alimentadas a co2.
Em relação ao jogo em si:
  • o paintball é mais rápido e instintivo.
  • o airsoft é mais táctico e pausado, envolvendo mais planeamento e um trabalho de equipa mais apurado.
  • o paintball pode ser praticado em mais locais e por mais gente.
  • o airsoft, devido ao seu estatuto legal, não pode ser praticado em tantos locais e só o pode ser efectivamente por maiores de 18 anos com registo criminal limpo (lembrem-se que as réplicas são quase perfeitas e que se não for a obrigatória pintura vermelha ou laranja na ponta do cano dão para assustar muita gente de morte =p).
  • no paintball as mortes ou "marcações" são bem visíveis por causa da tinta.
  • no airsoft tem que existir um sentido de honra para anunciarmos a nossa "morte" porque as bb's (nome das munições) não deixam marcas (pelo menos na roupa, porque acreditem que no corpo deixam! lol).
Em relação às armas e material:
  • no paintbal precisam de um fato qualquer que possam sujar e as armas são...errr...uma coisa estranha que dispara bolas de tinta (por isso é que se chamam marcadores...)!
  • no airsoft também podem usar qualquer roupa (se bem que é aconselhável terem algo que vos camufle no ambiente circundante) e as armas são TODAS réplicas de armas reais (quando digo todas digo mesmo todas, granadas, claymores, minas anti-pessoal heavy machineguns, snipers, assault rifles, sub-machineguns, etc. incluídas)

Bom, muito basicamente é isto que diferencia ambas as modalidades...

Não há necessariamente que optar por uma...são ambas espectaculares e divertidas!


Se bem que eu prefira o nível superior de realismo do airsoft...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Assim é fácil chegar aos 150.000 novos postos de trabalho!


Caríssimos, devo congratular o Governo de José Sócrates e a sua política de criação de novos postos de trabalho, porque, realmente, já se notam alguns resultados decorrentes da implementação das novas políticas.

Porque digo isto? Muito simples! Porque vi, noutro dia, um programa televisivo onde um senhor, de sua graça Carlos Castro e, na descrição da função profissional que aparece por baixo do nome do entrevistado, estavam as seguintes palavras: "Crítico Social".

Bom, agora, por favor, protejam a minha sanidade mental e respondam-me a esta questão: O QUE É QUE UM CRÍTICO SOCIAL FAZ?!?!

Que raio de emprego é este??

Dizer mal dos outros?

"Ah! Bom, aquela senhora, de facto, não escolheu a melhor Toilette para a festa em que se encontrava..."
E pimba! toma lá não sei quantos mil euros por um trabalho de qualidade!

É brincar com as pessoas que REALMENTE trabalham!

Carlos Castros, Cláudios Ramos, Danieis Nascimento e afins fazem um russo ter saudades dos campos de trabalho forçado na Sibéria!

Tudo bem que se criem empregos num país que enfrenta uma situação preocupante em termos de política de emprego...mas INVENTAR profissões não porra!

Crítico social?? Parafraseando Nuno Lopes no fabuloso programa "Os Contemporâneos": Vão mas é trabalhar!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Tou parvo para a minha vida!


Consegui fazer um download de 53mb em 30 minutos! Acham muito tempo? É porque não têm a minha sorte!

Para os que não sabem (e podem gozar à vontade sim) a minha net móvel é zapp.

Para os leigos terem uma pequena noção, isto quer dizer, em traços muito gerais, que eu posso por um ficheiro de, digamos, 5mb (ufff! só de escrever isto a net até ficou com lag) a sacar e, enquanto a transferência dura, eu posso ir à cozinha, preparar um lanchinho,ler a parte das notícias internacionais do jornal Público, esperar que o supracitado lanche seja convenientemente digerido, fazer um jogging de 10 minutinhos para manter a forma, tomar um relaxante duche e voltar para o meu quarto a tempo de ver os últimos bytes a darem entrada no meu computador...sem grandes pressas.

E o pior, e ao mesmo tempo o mais brilhante desta história ,é que, por muito que vos custe a crer, não estou a exagerar assim tanto.

A tecnologia por vezes é desconcertante.

sábado, 8 de novembro de 2008

Comer palavras.


Num restaurante gourmet preparam-se os pratos com um refogado.

Num tasco preparam-se com um estrugido.

E depois há a diferença de preço, mas isso já é outra coisa...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Heróis do mar, Pobre povo...


Os tugas são surpreendentes!
Somos, deveras, um povo sui generis.

E, perguntam vocês, qual o motivo deste súbito furor nacionalista da minha parte?

Simples. Eu explico: tive de ir ao Modelo da minha área de residência fazer uma pequena compra.


Após estacionar a minha viatura no parque daquela superfície comercial, o meu ouvido captou uma música de fundo muito pouco habitual no local e uns quantos decibéis acima do aceitável.
Quando esta se tornou mais perceptível,constatei que se tratava desse fabuloso género musical que exalta a alma mater do povo de Viriato: Música Pimba.

Obviamente, estranhei ouvir música tão selecta e de tão bom gosto, mas continuei a minha caminhada em direcção à entrada.

Qual não é o meu espanto quando deparo com o seguinte cenário:

Um pequeno encontro social improvisado, onde ilustres e distintos senhores se deleitavam com pitéus tão exóticos como frango assado e entrecosto na brasa, bem regados com a melhor colheita nacional de minis.

Uma questão ensombrou-me imediatamente o espírito: Que faz a nata da sociedade toda aqui? será que foram convocados para uma assembleia geral pela sonae? ou talvez sejam uma reunião informal de accionistas?
Não...estes excelsos indivíduos estavam ali PORQUE ERA À BORLA!!!

É mesmo à tuga!
Sexta-feira à tarde, em frente ao Modelo, poluição sonora, minis e pito assado?!?!
Ah! À BOOORLAAA desculpem...

Os tugas adoram borlas!

"-Desculpe senhor! Não gostaria de ser sodomizado com utensílios de tortura medievais?
-O senhor está doido?! Nunca!!
-Mas é à borla!
-Oh homem de Deus! Podia ter dito logo! Adoraria!"

"-Por obséquio, não quereria experimentar um murro na boca?
-'Tá a gozar comigo o senhor?!
-De modo algum! e não paga nada!
-Ah bom! então levo dois que um é p'ra minha Maria..."


Adorava ser eu a dar-lhos...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Olhos de lince.


Não sei se acompanham regularmente a série CSI (em qualquer das localidades onde é realizada), mas eu acompanho e fico desconcertado com algumas coisas que se desenrolam sob o meu olhar atento.

Um desses acontecimentos, que é, aliás, recorrente durante a série é a facilidade com que os investigadores descobrem vestígios numa cena de crime. É quase sobre-humana a capacidade de observação daqueles indivíduos!

"Hey Horatio! Já viste aquela impressão digital perfeitamente conservada numa folha de papel debaixo daquele monte de escombros resultante da explosão que quase reduziu este apartamento a pó?"

Horatio põe os óculos, dentro de um apartamento(?) e responde com um tom de voz monocórdico e dramático:

"Sim senhor Wolfe, e aposto que pertence ao dono deste fio de cabelo, ainda com o folículo, que se encontra debaixo deste copo com marcas de baton que, miraculosamente, sobreviveu à explosão, apesar de se encontrar extremamente próximo do seu epicentro."

Digam lá se isto não é fabuloso? Divino quase!

E a rapidez com que eles resolvem os crimes? 24 horas!
Isto é que é uma equipa de investigação!

Faz-nos pensar que a justiça portuguesa devia ver mais televisão não acham?