quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Lição nº1 acerca de mestrados.

Ok, esta foi uma lição custosa de aprender mas acreditem que ficou gravada para sempre na minha memória.

Em traços muito gerais, a lição é esta:

  • Nunca, nunca, mas NUNCA MESMO tentem fazer um trabalho de cerca de 15pag., com notas de rodapé organizadas, em apenas dois dias!!!
Se esta minha experiência prevenir que mais alguém, nem que seja só uma pessoa, tenha um esgotamento nervoso...bom, o meu sacrifício não terá sido em vão...



Esta é uma das coisas que NÃO convém deixar para "mais tarde" (lol)!

À guisa de explicação...

A pedido de várias famílias passo a explicar, de forma telegráfica as principais diferenças entre airsoft e paintball:

Em relação ao preço do material:
  • o investimento inicial para a prática do airsoft é mais caro.
  • a curto-médio prazo (isto implica uma prática regular de qualquer uma das duas modalidades) o investimento do paintball supera o do airsoft, devido a dois factores essenciais. O primeiro prende-se com o preço das munições, que é bastante mais reduzido no airsoft, e o segundo com a alimentação da arma, visto que as de airsoft, pelo menos as mais generalizadas são eléctricas, ao passo que as de painball (a.k.a. "marcadores") são alimentadas a co2.
Em relação ao jogo em si:
  • o paintball é mais rápido e instintivo.
  • o airsoft é mais táctico e pausado, envolvendo mais planeamento e um trabalho de equipa mais apurado.
  • o paintball pode ser praticado em mais locais e por mais gente.
  • o airsoft, devido ao seu estatuto legal, não pode ser praticado em tantos locais e só o pode ser efectivamente por maiores de 18 anos com registo criminal limpo (lembrem-se que as réplicas são quase perfeitas e que se não for a obrigatória pintura vermelha ou laranja na ponta do cano dão para assustar muita gente de morte =p).
  • no paintball as mortes ou "marcações" são bem visíveis por causa da tinta.
  • no airsoft tem que existir um sentido de honra para anunciarmos a nossa "morte" porque as bb's (nome das munições) não deixam marcas (pelo menos na roupa, porque acreditem que no corpo deixam! lol).
Em relação às armas e material:
  • no paintbal precisam de um fato qualquer que possam sujar e as armas são...errr...uma coisa estranha que dispara bolas de tinta (por isso é que se chamam marcadores...)!
  • no airsoft também podem usar qualquer roupa (se bem que é aconselhável terem algo que vos camufle no ambiente circundante) e as armas são TODAS réplicas de armas reais (quando digo todas digo mesmo todas, granadas, claymores, minas anti-pessoal heavy machineguns, snipers, assault rifles, sub-machineguns, etc. incluídas)

Bom, muito basicamente é isto que diferencia ambas as modalidades...

Não há necessariamente que optar por uma...são ambas espectaculares e divertidas!


Se bem que eu prefira o nível superior de realismo do airsoft...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Tumba! Mesmo nos queixos!

No passado domingo, dia 28, do ano da graça de 2008 desloquei-me à Maia para (finalmente!) praticar essa bela modalidade a que chamam airsoft.

Para os que não têm qualquer conhecimento na matéria ou nunca ouviram sequer falar cá vai uma pequena descrição do que é o airsoft:

Um conjunto de pessoas (maioritariamente do sexo masculino) que anda pelo meio do mato, todos camuflados, empunhando réplicas de armas reais, cuja única diferença para estas últimas é o (insignificante?) facto de não dispararem munições verdadeiras mas sim pequenas esferas plásticas (que doem pa caraças acreditem! de onde é que acham que vem o título?!) e que fazem os mais variados tipos de simulações de combate.

Amei! Sabem aquela sensação de estarem perdidos no meio de ervas, espinhos, arbustos e árvores, desconfiando de cada pequeno ruído nas vossas costas e sempre a pensarem quando é que vão levar um tiro mesmo em cheio na testa?

Não?

Bom, pode ser comparada a tentarem entrar em casa, às 6 da manhã, com uma quantidade de álcool no sangue que qualquer ferida se desinfecta automaticamente e terem de atravessar a casa toda sem acordarem os vossos pais?

Sim?

Pronto, muito similar! Talvez um pouco mais divertido do que isto mas o espírito é o mesmo...

De qualquer forma, só quero que saibam que é uma experiência interessantíssima e muito divertida! E demorei quase um ano para fazer isto...trato mesmo das coisas mais tarde pah! Porra!!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Frase da semana.

Caríssimos, venho apresentar-vos a mais recente rubrica (e a primeira...ou é só impressão minha?) deste fabuloso blog.

Tive a ideia genial de lhe dar o título originalíssimo de "Frase da Semana".
(digam lá se não eu não tinha lugar garantido como criativo de uma empresa de publicidade e marketing! que grande oportunidade de carreira que estou a deixar passar ao lado...)
Basicamente, servirá para expor a toda a comunidade interessada comentários ou excertos de declarações de pessoas (famosas e não tão famosas) dos mais variados quadrantes da sociedade internacional.

Prometo uma publicação regular (pelo menos enquanto houver matéria-prima e vontade...)

Resta-me só esperar que gostem.

A primeira frase da semana, e para abrir em grande, é a seguinte:

"Adoramos a recessão. É o melhor momento para crescer."

Michael O'Leary (Director-geral da Ryanair)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sho(e)tgun.



Aqui vos deixo um fabuloso vídeo filmado durante a visita surpresa do presidente Bush ao Iraque...

Escusado será dizer que o pobre jornalista não foi capaz de fugir aos seguranças do ditad...errr...presidente norte-americano porque não conseguiu "dar à sola" (lol)!

Devo dizer que estou particularmente feliz com a qualidade humorística do título deste post...=)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Assim é fácil chegar aos 150.000 novos postos de trabalho!


Caríssimos, devo congratular o Governo de José Sócrates e a sua política de criação de novos postos de trabalho, porque, realmente, já se notam alguns resultados decorrentes da implementação das novas políticas.

Porque digo isto? Muito simples! Porque vi, noutro dia, um programa televisivo onde um senhor, de sua graça Carlos Castro e, na descrição da função profissional que aparece por baixo do nome do entrevistado, estavam as seguintes palavras: "Crítico Social".

Bom, agora, por favor, protejam a minha sanidade mental e respondam-me a esta questão: O QUE É QUE UM CRÍTICO SOCIAL FAZ?!?!

Que raio de emprego é este??

Dizer mal dos outros?

"Ah! Bom, aquela senhora, de facto, não escolheu a melhor Toilette para a festa em que se encontrava..."
E pimba! toma lá não sei quantos mil euros por um trabalho de qualidade!

É brincar com as pessoas que REALMENTE trabalham!

Carlos Castros, Cláudios Ramos, Danieis Nascimento e afins fazem um russo ter saudades dos campos de trabalho forçado na Sibéria!

Tudo bem que se criem empregos num país que enfrenta uma situação preocupante em termos de política de emprego...mas INVENTAR profissões não porra!

Crítico social?? Parafraseando Nuno Lopes no fabuloso programa "Os Contemporâneos": Vão mas é trabalhar!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sou Neek! Porquê?! Há problema?!

Eu sei que pode não ser socialmente bem aceite na cultura juvenil massificada em que vivemos, mas os meus gostos estendem-se muito para além do trivial e do "fixe" com que muitas pessoas tendem a enquadrar o seu comportamento e forma de pensar, descriminando quem não encaixa perfeitamente no seu framework pré-concebido.

Jogo Magic the Gathering (por falar nisso, tenho algumas saudades de actualizar o meu deck e desafiar um amigo para uns duelos), tenho uma panca gigantesca por Airsoft, sou fã de BD's, gosto de manga e animé, tenho uma paixoneta por jogos de tabuleiro complicados (o meu Tide of Iron -um jogo de estratégia militar com muitas figuras, cartas e um livro de instruções com 75 páginas- está em casa a ganhar pó infelizmente...) e confesso que não olho para as action figures e para os goodies de filmes, séries e livros com aquele esgar reprovador de quem está a pensar: "quem é que era capaz de dar tanto dinheiro por um brinquedo que não serve para nada?!".

Eu era!
Infelizmente o meu fundo de maneio não me permite grandes extravagâncias...

Podem rir à vontade mas, pior do que ter todos este gostos, pouco usuais digamos,a verdade é que, pelo menos não sou apenas mais um cuja base de conversação e de experienciação lúdica é idêntica à de milhões por aí fora (apesar de também fazer as coisas que toda a gente faz)...

Agora digam-me:
Sou eu que sou diferente ou são os outros que são todos iguais?